O que olhos azuis têm a ver com gestão de idiomas?

Estava no elevador de um hotel em Londres com minha mãe quando a porta quase fechou e uma mão apareceu. Entrou um casal de brasileiros em lua de mel, discutindo. Ele a acusava de traição com um amigo. Quando perceberam nossa presença, ela disse baixinho: “fala baixo, eles estão olhando, estão entendendo tudo.” Ele nos… Read More

O custo humano e profissional do isolamento linguístico

Durante meses, minha mãe não disse uma palavra para a camareira do hotel. Todas as manhãs ela batia na porta, pedia licença em inglês para arrumar o quarto. Minha mãe acenava com a cabeça. A camareira tentava conversar. Minha mãe não respondia. Nenhuma palavra, por quatro meses seguidos. Não porque não soubesse nada de inglês.… Read More

The book is on the table. E daí?

Quando cheguei à Inglaterra com doze anos, eu achava que “sabia” inglês. Havia feito cursos intensivos na Suíça, minha residência anterior. Conhecia os tempos verbais, meus conhecimentos iam além do verbo to be e the book is on the table. Entendia o professor e conseguia me fazer entender, embora com certa dificuldade. Enfim, tinha um… Read More

Por que a maioria dos programas corporativos de idiomas não tem meta

Em 1975, minha família fugiu de Angola numa guerra civil. Meu pai havia conseguido lugares no último voo comercial da Varig saindo de Luanda. Sabíamos o destino: Brasil. O que não sabíamos era quase todo o resto. Para passar pela alfândega sem ter o dinheiro confiscado, meus pais esconderam as notas no fundo de um… Read More

Por que seu curso de idiomas dura mais do que deveria

Quando você escolheu um curso de idiomas, que informações tinha para tomar essa decisão? Na maioria dos casos: tempo de mercado, preço, localização, talvez uma indicação. Raramente algo mais concreto do que isso. O mercado de ensino de idiomas é um dos que menos publica dados sobre produtividade. Não há benchmark acessível, não há índices… Read More

The Hidden Power of Words: Why Vocabulary Expands Reality

We often assume that language is simply a tool for describing reality. First we see the world, and then we label it. But what if that assumption is backwards? What if the words we know actually shape what we are capable of seeing, feeling, and distinguishing? Research in linguistics and psychology suggests that vocabulary does… Read More