Executivos adotam idioma inglês

Por favor, observem que este artigo foi publicado em:
O ESTADO DE S.PAULO
23 DE JULHO DE 1993

Paulo P. Sanchez*

Uma análise global da expansão da língua inglesa aponta para sua efetiva cristalização como segundo idioma – 85% das ligações internacionais são conduzidas em inglês, ¾ da correspondência mundial é em inglês e mais de 80% dos livros científicos publicados são em inglês. Os executivos japoneses conduzem suas negociações globais em inglês e contam com mil escolas só em Tóquio. Até mesmo na França, onde há pouco interesse por idiomas estrangeiros, a École des Hautes Études Commerciales agora oferece seu clássico curso de gerenciamento comercial em inglês.

A mudança das regras do jogo na economia impõe transformações no perfil dos empresários: buscar forma efetivas de integrar-se ou correr o risco de ficar fora da corrida.

Brasil em baixa – O inglês é o idioma oficial no mundo dos negócios e, apesar da sua incorporação ao marketing das empresas nos anos 90, no Brasil ainda é muito baixo o número de executivos que dominam um segundo idioma. A entrada no mercado internacional, para muitos, ainda é, portanto, um objetivo distante. Para empresas e executivos que precisam do domínio deste idioma como forma de integração vale lembrar que seus futuros investimentos também devem passar por ajustes que priorizem melhores resultados:

1. Planejar, determinar uma política de treinamento eficiente, priorizar o investimento e selecionar os melhores fornecedores são prerrogativas para bons resultados.

2. Selecionar escolas de idiomas é uma tarefa difícil. É bom lembrar, entretanto, que serviços são prestados por pessoas e que, portanto, tecnologia, vídeos e computadores apenas complementam o aprendizado. A qualidade e o atendimento são, na realidade, as pessoas. Quanto mais parceira for a escola menor será o uso do tempo dos colaboradores na empresa, mais eficiente o controle e maior o retorno do investimento.

Custo é problema – As empresas acham que economizam nas aulas em grupo, afinal, quanto mais alunos por grupo, menor o custo por aluno. Em compensação, mais alunos por grupo significa maior duração de curso e, consequentemente, menor produtividade. Custo só serve de parâmetro se comparado aos benefícios, à produtividade e proporcionalmente à duração do curso. Enquanto o treinamento de idiomas for decidido com telefonemas para algumas escolas e com a indicação, ao lado, do preço de cada uma delas, pouco vai mudar.

 

*PAULO P. SANCHEZ é sócio e consultor diretor da BIRD Gestão Estratégica de Idiomas

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