FAQ Inglês nos Processos Seletivos

Você terá de fazer teste de inglês para o  processo seletivo? E agora?   Criamos este FAQ para responder as perguntas mais comuns dos candidatos em processos seletivos com relação aos testes de inglês. Este post poderá ser atualizado periodicamente para abordar novas questões. Se você tiver alguma dúvida que não esteja aqui, basta enviá-la via nossos contatos, se ela for pertinente ao tema, nós a incluiremos. Não podemos responder a questões especificas ou individuais.   Esperamos que este post seja de utilidade tanto para você bem como para RHs e recrutadores de talento.

1. Que tipo de teste a empresa pode aplicar?
2. Como eles definem o meu nível de inglês?
3. Qual a diferença entre um teste e um diagnóstico?
4. Quantas perguntas será que vou ter de responder?
5. Qual é a habilidade mais difícil?
6. Quem aplica os testes?
7. Real necessidade do idioma vs. “fluência” exigida nos processos de seleção.
8. A empresa pode me contratar se eu não falar bem inglês?
9. Qual nível de inglês coloco no meu CV?
10. O que nossos clientes pedem? Como é o processo?

Antes de mais nada entenda o seguinte:
Dependendo do ponto de vista, há quatro ou cinco habilidades (skills) distintas no idioma inglês. Normalmente são elas: 1. Listening (compreensão),  2. Speaking (comunicação), 3. Reading (leitura) e 4. Writing (escrever). Entretanto, há  quem considere Grammar (gramática), Pronunciation (pronuncia) e Cultural Awareness (percepção cultural) como habilidades separadas.

Em Reading e Listening você recebe informações e desta forma são chamadas de habilidades receptivas.  Já Speaking e Writing são habilidades produtivas porque exigem a produção ativa de palavras, frases e parágrafos.

1. Que tipo de teste a empresa pode aplicar?
Varia conforme a empresa. O mais comum e simples são os testes de compreensão de texto ou um teste de gramática/vocabulário realizados online. Esses testes são limitados, pois avaliam somente as habilidades receptivas. Entretanto, podem ser suficientes, depende do cargo/função e necessidade de uso do idioma e em quais contextos.

2. Como eles definem o meu nível de inglês?
O Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (Common European Framework of Reference for Languages – CEFR) é o padrão internacionalmente reconhecido para descrever a proficiência em um idioma. Cursos de escolas de idiomas e certificações internacionais estão atreladas ao CEFR.

Fonte: https://netlinguae.com.br/2018/04/13/cefr-quadro-europeu-comum-de-referencia-para-linguas/

Equivalências com os certificados de Cambridge:

Fonte: https://www.cambridgeenglish.org/exams-and-tests/cefr/Descrição das habilidades:

Fonte: http://achievepoa.com.br/2020/09/15/common-european-framework-of-reference-for-languages-cefr/

3. Qual a diferença entre um teste e um diagnóstico?
Ao invés de um teste, o correto (e mais justo) seria um DIAGNÓSTICO de proficiência composto de quatro testes (um para cada habilidade linguística). Entretanto, alguém qualificado teria de corrigir a redação e quantificar a entrevista. Fica fácil perceber o porquê de optar por testes somente com habilidades receptivas.

4. Quantas perguntas será que vou ter de responder?
Um bom teste deve ter um número de perguntas que aborde as principais estruturas relacionadas a habilidade em questão e suas respectivas competências. Por exemplo, para abordar as principais estruturas de gramática/vocabulário referentes as seis bandas do CEFR seriam necessárias pelo menos 50 questões, idealmente 100, sendo elas divididas por cada banda. Desta forma, em um teste com 50 questões, oito seriam para a banda A1, oito para a A2 e assim sucessivamente. O teste de compreensão segue o mesmo padrão.

5. Qual é a habilidade mais difícil?
A maioria dos candidatos relata que falar é a habilidade mais difícil e que gramática ou compreensão são as mais fáceis. Faz sentido, para se ter uma comunicação eficaz (note que não utilizamos a expressão “fluente”) é necessário ter conhecimentos das demais habilidades.

Diz a teoria que quem fala, entende, e que quem lê, escreve. Não é bem assim. Hoje, devido `a tecnologia de imagens do cérebro, sabemos que as habilidades ocorrem em diferentes partes, ora no hemisfério direito ora no esquerdo, e isso pode explicar a maior dificuldade com as habilidades produtivas.

6. Quem aplica os testes?
Depende de cada empresa. Pode ser uma consultoria especializada em idiomas, o próprio RH da empresa que desenvolve ou compra um teste ou faz a entrevista, uma escola de idiomas ou empresa de recrutamento e seleção.

7. Real necessidade do idioma vs. “fluência” no idioma exigida nos processos de seleção
As mídias sociais têm apontado o surgimento de importantes questões relacionadas ao inglês. Trata-se de um “cabo de guerra”: de um lado o questionamento por parte dos candidatos quanto `a exigência de inglês fluente e, do outro, a empresa que alega que o inglês faz parte dos soft skills e que, portanto, pode sim exigir a fluência. Nós já abordamos essa questão em detalhe no artigo Requisito nos processos de seleção, o inglês está dando o que falar

Resumo do artigo:
Observamos que, via de regra, o inglês é necessário na maioria das funções, entretanto varia para mais ou menos em uma ou mais das quatro habilidades linguísticas: gramática/vocabulário, compreensão, escrever e falar. Em algum momento, o colaborador vai precisar de uma ou mais dessas habilidades.

É plausível que o inglês não seja necessário para todas as funções, mas aqui vai uma ressalva: por enquanto! As atividades inerentes ao desempenho de atividades profissionais, pessoais, culturais e sociais são dinâmicas e podem mudar com extrema rapidez para atender a novas demandas. A possibilidade do inglês se tornar necessário no futuro está aumentando a cada dia, não apenas por questões de competitividade global mas também para o desenvolvimento pessoal.

Na maioria dos casos as empresas exigem fluência. A definição de “fluência” pode variar conforme a empresa. Entretanto, elas podem determinar uma proficiência desejada com critérios definidos pelo CEFR que pode variar de 60% (o equivalente ao intermediário) a 85% (avançado), conforme a necessidade do colaborador para exercer a função.

8. A empresa pode me contratar se eu não falar bem inglês?
Por experiência, podemos afirmar que sim! Não é comum, mas já vimos casos em que a empresa optou pelo candidato com mais experiência/qualificação técnica. Depende, é claro, da empresa. O inglês se aprende, mas não se iluda: leva aproximadamente 540 horas/aula, saindo do básico  até chegar em um bom nível de comunicação. No artigo Requisito nos processos de seleção, o inglês está dando o que falar mencionamos que o subsídio das empresas para cursos de idiomas é de extrema relevância: a fluência em inglês (e espanhol) é uma questão de competitividade e de acesso ao mercado global, deixando de ser apenas um benefício e cada vez mais se consolidando como um investimento. Isso pode abrir uma porta de negociação caso você não tenha domínio do idioma, ou seja, comprometer-se a estudar para atender `as necessidades do cargo/função em questão.

9. Qual nível de inglês coloco no meu CV?
Veja a descrição das competências no idioma na tabela abaixo.

10. O que nossos clientes pedem? Como é o processo?
Em 98% dos casos, nossos clientes solicitam um diagnóstico de proficiência composto pelas quatro habilidades linguísticas: ler, escrever, ouvir e falar. Excepcionalmente solicitam apenas a entrevista oral.

Passo a passo:
Cliente nos comunica a abertura de processo de seleção.
O número de candidatos pode variar conforme o processo.
Não há necessidade de informar o cargo/função.
Enviamos ao cliente a escala para que selecione a proficiência desejada para o cargo/função (abaixo)
Cliente seleciona a proficiência desejada de acordo com a coluna BIRD
Cliente informa candidatos que a BIRD fará o processo e que vão receber e-mail
BIRD realiza testes, gera relatório e envia de volta ao cliente (em até 24 h)

Artigos adicionais que podem ser de seu interesse:

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